Regras

Regra Oficial – Liga Canadense de Futebol de Botão

 

Baseada na Regra 1 Toque da Confederação Brasileira de Futebol de Mesa (“Regra Baiana”) da CBFM Versão: 2.1.2 – 11/maio/2010. A presente regra contém contudo consideráveis diferenças em relação a “regra baiana”. 
Casos que a presente regra não contemplar serão resolvidos pelos membros da diretoria da LCFB.
Última atualização: 21 de Setembro de 2017.

EQUIPAMENTO

 

Art. 1 - A mesa padrão a ser utilizada para jogos da LCFB terá dimensões de 150 cm de comprimento por 100 cm de largura no campo de jogo, com 8 a 10 cm de laterais e linha de fundo. As dimensões mínimas são aquelas da primeira mesa oficial criada pelo técnico Nilton Haramoni por conta do torneio Julian de Guzman em Setembro de 2016: Comprimento 150 cm, largura 99 cm, sendo a dimensão efetiva do campo de jogo 137 x 85 cm. Nos torneios oficiais, ambas as mesas poderão ser utilizadas.

 

Art. 2 - As traves, goleiro e os botões (jogadores) a serem utilizados serão os fornecidos pela Botões Clássicos ou então deverão ser feitos seguindo as mesmas especificações: Botões circulares de acrílico com 4.5 cm de diâmetro. Goleiro retangular de acrílico com 8 cm de largura, 3.5 cm de altura e espessura de 1.5 cm. Traves com 12.5 cm de largura por 5 cm de altura (dimensões internas).

 

Art. 3 - Palhetas de plástico ou acrílico em formato circular serão utilizadas para condução dos jogadores. Não podendo o técnico no momento de execução de uma jogada tocar diretamente com sua mão nos jogadores.

 

TEMPO DE JOGO

 

Art. 4 - As partidas oficiais de campeonato serão disputadas em dois tempos de 10 minutos com um intervalo máximo de 2 minutos entre cada tempo.
§ único. Por ocasião da realização de torneios de curta duração, o tempo de jogo pode ser reduzido para dois tempos de 8.5, 7.5 ou 5 minutos, dentro de acordo mútuo entre todos os técnicos disputando o torneio em questão.

 

INÍCIO DA PARTIDA

Art. 5 - Um sorteio por par ou ímpar ou lance de moeda será feito para definir o time que irá começar a partida.
§ único. Uma vez escolhido o lado inicial os técnicos poderão posicionar seus 10 jogadores livremente em qualquer parte do seu campo de defesa (com exceção do disposto no Art. 6)

 

Art. 6 - No lance de início da partida somente dois jogadores do time que venceu o sorteio de início poderão ser posicionados no círculo central. Os demais jogadores de cada time deverão estar todos posicionados no seu respectivo campo de defesa.
§ 1º O mesmo se aplica para o início do segundo tempo ou do reinício da partida após a marcação de um gol.
§ 2º A jogada de início ou reinício da partida no círculo central se dará em dois toques, levando-se em conta que o jogador (“botão”) que efetuar a saída da bola não poderá ser o mesmo a dar o próximo toque na bola.

 

Art. 7 - Após o lance de início ou reinício da partida só será permitido chute a gol quando a bola já houver completamente saído do círculo central.
§ único. Após perda da posse de bola considera-se como seqüência normal do jogo já iniciado, podendo a partir deste momento, caso a posse de bola seja recuperada, o chute a gol ser realizado.

 

CONDUÇÃO DOS JOGADORES

 

Art. 8 - Cada técnico poderá conduzir seus botões apenas uma vez por lance, alternando a jogada com o outro técnico (salvo exceções previstas no artigo 9). 
§ 1º Embora alternando jogadas, somente os jogadores do time com a posse de bola poderão tocar na bolinha.
§ 2º Durante a posse de bola, um mesmo jogador poderá tocar no máximo três vezes consecutivas na bola, devendo outro jogador de seu time tocar a bola no próximo lance. 
i - Salvo no caso de chute a gol, onde será permitido um quarto toque do mesmo jogador para execução do chute.
§ 3º O time de posse de bola continuará com a posse da mesma até o momento em que, ao conduzir um jogador:
   a. não atingir a bolinha;
   b. atingir a bolinha porém a bolinha tocar em um jogador do time adversário;
   c. atingir a bolinha porém a bolinha sair do campo pelas linhas laterais ou de fundo sem atingir um jogador adversário;
   d. cometer falta (ver Art. 13 e 14 para lista de faltas técnicas);
   e. executar chute a gol
§ 4º Quando a bolinha ficar completamente posicionada sobre um jogador (“botão”) o técnico deverá na sua jogada seguinte obrigatoriamente jogar com este botão e fazer com que a bolinha saia de cima do mesmo. 
§ 5º Não será permitido reposicionar com a mão os jogadores durante o decorrer da partida. Exceto nas situações previstas nos artigos 9, 10 e 11. 
§ 6º Conduzir significa: fazer um jogador (“botão”) se movimentar no campo através do uso da palheta.
§ 7º Um toque será considerado como válido quando: 
   a. causar deslocamento da bolinha, ou;
   b. o jogador ficar encostado (tocar) na bolinha ao final da jogada

 

REPOSICIONAMENTO DE JOGADORES

 

Art. 9 - O técnico com posse de bola poderá reposicionar e conduzir em seqüencia até dois botões diferentes de seu time nas seguintes situações:
   a. Cobrança de falta técnica em seu campo de defesa;
   b. Cobrança de lateral;
   c. Cobrança de escanteio
§ 1º Reposicionar significa: pegar fisicamente o jogador (“botão”) com a mão e posicioná-lo em outra parte do campo.
§ 2º Esta regra não se aplica ao goleiro, que pode ser reposicionado em qualquer local dentro da pequena área pelo seu técnico sempre que este estiver no momento de execução de uma jogada (com ou sem posse de bola) ou quando informado que o adversário irá executar um chute a gol.

Art. 10 - Ambos os técnicos só poderão reposicionar completamente os seus jogadores (“botões”) nas seguintes situações:
   a. Saída de bola no círculo central para início ou reinício de partida;
   b. Cobrança de tiro de meta
§ 1º O reposiconamento completo dos jogadores deverá ser efetuado em no máximo 10 segundos para não prejudicar o bom andamento da partida.

 

Art. 11 - Quando um jogador (“botão”) ficar posicionado na pequena área do time adversário este deverá ser reposicionado por seu técnico em algum local fora da pequena área e com até 4 (quatro) botões de distância de seu local original.

 

ESCANTEIO, TIRO DE META E LATERAL

Art. 12 - Será considerado escanteio, tiro de meta ou lateral somente quando a bolinha sair completamente pelas linhas de fundo ou laterais do campo. 
§ 1º Para cobrança de tiro de meta se faz obrigatório a saída da bola da grande área, sob pena de perda de posse de bola.
§ 2º. O tiro de meta poderá ser cobrado tanto por um jogador, quanto pelo goleiro ou com uso da palheta.
§ 3º. Para cobrança de escanteio ou lateral o jogador que estiver executando a cobrança deverá estar completamente fora das linhas delimitadoras do campo de jogo.
§ 4º. Para cobrança de lateral a bolinha deverá estar posicionada sobre a linha lateral do campo.

 

FALTAS

 

Art. 13 - Serão consideradas faltas técnicas com cobrança em dois toques nas seguintes situações em que ao conduzir um jogador:
   a. estando o técnico com a posse de bola, atingir um jogador do time adversário sem antes ter tocado na bolinha e o jogador atingido estiver em seu campo de defesa;
   b. estando de posse de bola, conduzir por mais de três vezes em seqüencia a bolinha com o mesmo jogador (ver Art. 8 § 2º);
   c. não estando em posse de bola e em seu campo de ataque, atingir a bolinha;
   d. o técnico, em seu campo de defesa, tocar acidentalmente ou intencionalmente com sua mão nos botões de forma a mudar a sua trajetória ou posicionamento;
   e. um jogador ficar sobre a bolinha (“mão”);
   f. um técnico não cumprir a exigência do artigo 8 § 4º (ref. bolinha parada sobre o jogador);
   g. o técnico, em seu campo de ataque, tocar acidentalmente ou intencionalmente com sua mão ou com a palheta na bolinha de forma a mudar a sua trajetória ou posicionamento

 

Art. 14. - Serão consideradas faltas com cobrança em tiro livre direto as seguintes situações:
   a. quando um jogador atingir um jogador do time adversário sem antes ter tocado na bolinha e o jogador atingido estiver em seu campo de ataque no momento em que for atingido
   b. quando um jogador, não estando em posse de bola e em seu campo de defesa, atingir a bolinha 
   c. o técnico, em seu campo de defesa, tocar acidentalmente ou intencionalmente com sua mão na bolinha de forma a mudar a sua trajetória ou posicionamento
   d. o técnico, em seu campo de defesa, tocar acidentalmente ou intencionalmente com sua palheta na bolinha de forma a mudar a sua trajetória ou posicionamento
§ 1º. O jogador que sofrer a falta terá o direito de optar por abrir mão da mesma e seguir o jogo (“lei da vantagem”). Caso faça esta opção o jogo segue normalmente sem que nenhum jogador seja reposicionado.
§ 2º. Via de regra, o jogador que cometer falta em seu campo de defesa, independente de quem tiver a posse de bola, será punido com tiro direto cobrado pelo jogador adversário.

Art. 15 - Qualquer falta ou falta técnica ocorrida dentro da grande ou pequena área será punida com cobrança de penalti.

 

Art. 16 - Para cobrança de faltas técnicas os jogadores do time adversário deverão estar afastados a uma distância mínima equivalente a 3 (três) botões de distância.
§ único. Em cobranças de faltas de tiro direto fica a critério do time adversário a colocação ou não de barreira com até 3 jogadores (“botões”) e a 4 (quatro) botões de distância.

 

Art. 17 - Para cobrança de penalti, primeiro a bolinha será colocada no círculo indicado para cobrança de penalti. Depois o técnico de ataque irá posicionar o seu jogador (“botão”) para a cobrança, em seguida o técnica da defesa irá posicionar seu goleiro, tendo este que ficar totalmente sobre a linha de gol sob as traves cobrindo a linha por completo. Uma vez o técnico de defesa tenha confirmado que seu goleiro está posicionado o jogador de ataque poderá enfim efetuar a cobrança. 
§ único. Nenhum jogador (“botão”), seja este de defesa ou ataque, poderá estar posicionado dentro da grande ou pequena área, incluindo-se nisto a região do semi-círculo da grande área.

 

CHUTE A GOL E GOL

 

Art. 18 - Um técnico só poderá efetuar um chute a gol com seus jogadores quando, estando com posse de bola a bolinha se encontrar em seu campo de ataque. 
§ 1º É obrigatório o anúncio de chute a gol (“vai para o gol”) antes de efetuar o mesmo.
§ 2º Após o anúncio de chute a gol ser feito o jogador adversário terá até quinze segundos para posicionar o seu goleiro.
§ 3º Uma vez o goleiro posicionado este não poderá mais ser movimentado e o técnico que anunciou o chute a gol terá até 10 segundos para efetuar o seu chute
§ 4º Uma vez anunciado o chute a gol não será permitido ao técnico que o fez desistir de sua jogada.
§ 5º O chute a gol poderá ser executado por qualquer jogador (“botão”) do time atacante, não havendo obrigatoriedade de se informar qual botão será utilizado para o mesmo no momento de seu anúncio.

 

Art. 19 - Será considerado gol somente quando a bolinha ultrapassar completamente a linha de gol sob a trave.
§ 1º Gols marcados sem o anúncio de chute a gol (ver Art. 18 § 1º) não serão considerados válidas e serão anulados pelo árbitro, sendo a posse de bola entregue para o time adversário como cobrança de tiro de meta.
§ 2º Gols marcados com falta técnica cometida conforme Art. 13 item d serão anulados pelo árbitro.
§ 3º Gols contra efetuados a qualquer momento da partida serão imediatamente considerado como válidos.

 

FIM DO JOGO

 

Art. 20 - Uma vez esgotado o tempo regulamentar do primeiro tempo o jogo é interrompido e os jogadores são reposicionados no campo oposto de onde jogaram o primeiro tempo para a disputa do segundo tempo. Uma vez esgotado o tempo regulamentar do segundo tempo o jogo é imediatamente encerrado.
§ único. Caso seja anunciado chute a gol imediatamente antes do término do tempo regulamentar (seja no final do primeiro tempo ou no final do segundo tempo) o técnico terá direito a efetuar o seu chute. Entretanto, o técnico não poderá anunciar chute a gol antes de o técnico adversário ter executado a sua jogada.

 

ÁRBITRO

 

Art. 21 - Em comum acordo entre os técnicos antes do início da partida, um árbitro poderá ser designado para observar as regras e decidir sobre disputas que possam surgir durante a partida, incluindo situações não previstas neste documento.
§ 1º O árbitro poderá nomear, antes do início da partida, um ou mais auxiliares para consultar em situações de dúvida
§ 2º Havendo ou não auxiliares, a decisão do árbitro será sempre final para qualquer situação dentro da partida.

 

MUDANÇAS NA REGRA

 

Art. 22 - Quaisquer solicitações de mudanças nas regras deverão contar com o apoio de pelo menos 4 (quatro) dos 5 (cinco) membros da diretoria para poderem ser aplicadas.

 

Art. 23 - Mudanças nas regras, uma vez aprovadas, só poderão ser aplicadas na fase ou campeonato seguinte. Nenhuma mudança será permitida ao longo de uma fase uma vez tendo esta já sido iniciada com pelo menos uma partida disputada.

 

Observação: não será aplicado o uso do cartão amarelo no Campeonato 2017/2018.



LCFB

Presidente: Nilton Haramoni

Comitê organizador: Nilton Haramoni, Eduardo Moraes
Diretoria: Nilton Haramoni, Eduardo Moraes, Rodrigo Araújo, André Matias, Paulo Maia

Membros da Liga em Ontario: Nilton Haramoni, Eduardo Moraes, André Matias, Dirceu Maranhão, Leonardo Alves, Rodrigo Araujo, Daniel Bianchi, Renato Sitton

Membros da Liga em Quebec: Alexandre Martins, Paulo Maia, Thiago Bueno, Tiago Maia, Victor Lee, Emanuel Senna, Marcus Vinícius Maciel, Eduardo Henrique Carneiro

Sedes (campos):
Nilton Haramoni - Arena Coritiba
Eduardo Moraes - Morumba
Rodrigo Araújo - Marakanata
André Matias - São Januário
Daniel Bianchi - Arena Grêmio
Leonardo Alves - Monumental de Stittsville
Dirceu Maranhão - Leão do Nordeste
Paulo Maia - Mesa Itinerante